UNG | Ser Educacional
31 Outubro
HISTÓRIA DA ARTE
Exposição do curso de Fotografia faz releitura de obras primas das artes visuais
Por Flavia Daniela

Alunos do segundo semestre, do curso de Fotografia, receberam um desafio e tanto na disciplina de História da Arte Moderna e Contemporânea: recriar obras primas das artes visuais por meio da fotografia. Entre as atividades, eles tinham de reinterpretar luz, cor, sombras, proporções, entre outros  elementos iconográficos. O resultado deste trabalho é a mostra "Releituras em Foco", que  pode ser conferida até o final desta semana, no térreo do prédio F, no campus Guarulhos Centro. 

Fazem parte da mostra cerca de 60 fotografias que homenageiam artistas consagrados como Frida Kahlo, Van Gogh, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Renoir e Pablo Picasso nestas adaptações fotográficas. A orientação e curadoria da mostra ficou a cargo do Professor Alex Francisco, que também é ex-aluno da UNG. 

23 Maio
FOTÓGRAFO
Exposição revelerá primeiras fotografias de Henri Cartier-Bresson
Por Bruno Correa

Por: Ewerton de Souza Silva  
(Aluno do 7º semestre de Design)
 
A exposição do francês Henri Cartier-Bresson, um dos mais influentes e conceituados fotógrafos do século XX, revelará o seu olhar surrealista e humanista apenas com 25 anos de idade, utilizando a clássica câmera Leica, na qual o fez descobrir a paixão pela fotografia, sendo ele o criador do “momento decisivo”.
 
Considerado um ícone da fotografia mundial, Henri é conhecido por seus registros no momento certo, onde cujas fotografias eram tiradas em momentos de movimentos, nas quais, quando elas reveladas, quem as visualizassem, sentissem como se estivessem vivendo aqueles momentos.
A galeria exibirá 58 trabalhos do fotógrafo, remetidas ao início de sua carreira.  
 
Entre os dias 18 de abril à 25 de julho, das 10h às 20h com entrada gratuita, na galeria Centro Cultural FIESP. 
 

11 Maio
Evento
Exposição sobre Ações Sociais
Por Regina Celia

Alunos dos primeiros Semestres dos cursos Tecnológicos realizaram um Grande Evento de Exposições de Responsabilidade Social.

Os alunos fizeram  banners, cartazes e camisetas de conscientização.

A Exposição também contou com ações como Etnico Raciais e Ambientais.

O evento teve total envolvimento dos alunos e foi um grande sucesso.

 

12 Abril
Oportunidade
Exposição Feicon Batimat acontece em São Paulo
Por Sandra Sato

A FEICON Batimat é o Salão Internacional da Construção onde  pode conferir todos os lançamentos, tendências e soluções eficientes para atender ao exigente mercado da construção.

Com 25 anos de história, a Feicon Batimat é o único evento da América Latina que proporciona uma visão completa do mix de setores da arquitetura e construção, em um só lugar. Uma ótima oportunidade para os alunos de Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo se familiarizarem com o que há de mais moderno no mercado. 



 

04 Janeiro
Fotografia e Publicidade
Exposição na Casa da Imagem repassa as últimas seis décadas da fotografia publicitária brasileira
Por Flavia Daniela

Até 02 de abril, fica em cartaz na Casa da Imagem, na região central de São Paulo, uma exposição que traça um panorama dos últimos 60 anos da fotografia publicitária produzida no Brasil. Com curadoria do fotógrafo Cristiano Burmester e do pesquisador Rubens Fernandes Jr., autor de "Papéis Efêmeros da Fotografia", livro no qual conta a história do comércio fotográfico no país, a mostra marca três décadas da Abrafoto (Associação Brasileira de Fotógrafos) e mescla nomes já consagrados do cenário brasileiro, como German Lorca e Chico Albuquerque, e artistas mais jovens, como Gustavo Lacerda, autor de "Albinos".  Leia a entrevista concedida ao Blog Entretempos, da Folha de São Paulo, com o curador da exposição:

Entretempos – A mostra reúne trabalhos dos últimos 60 anos da fotografia publicitária no país. Qual critério foi usado para selecionar as imagens? 

Rubens Fernandes Jr. – A exposição é uma celebração dos 30 anos da Abrafoto, então, em tese, a gente faria um recorte de 1985 até agora. Mas, com a minha perspectiva de pesquisador, eu convenci a associação de que teria de haver um núcleo histórico. É uma pesquisa que já dura dois anos e meio. Dentro desse núcleo, eu destaquei trabalhos de alguns nomes já reconhecidos, como German Lorca e Chico Albuquerque, que fez a primeira fotografia publicitária do Brasil, em 1949, para a agência Thompson. Ele fotografou um produto da Johnson & Johnson.

Entretempos - Que elemento determina que esta foi a primeira foto publicitária do país?

Rubens Fernandes Jr - Essa foi a primeira imagem fotográfica usada plenamente, como uma foto mesmo, e não como ilustração ou base para uma ilustração, o que era muito comum até os anos 1940. Até ali, você fazia um bom layout, depois uma boa fotografia e, por fim, um retoque americano, que fazia a foto virar quase uma ilustração. O próprio Chico dizia que ele foi o autor da primeira foto publicitária brasileira, assim como as agências admitem isso. Foi a primeira vez que a fotografia migrou direto para o fotolito. Depois do Lorca e do Chico, nos anos 1950, peguei também o Henrique Becherini, que foi um pioneiro, e, depois, já nos anos 1960, outros três nomes: Otto Stupakoff, Milan Alram, que fez uma campanha linda, com a Helô Pinheiro antes de se tornar Garota de Ipanema, e Sergio Jorge, vencedor do primeiro Esso de fotojornalismo e que posteriormente migraria para a publicidade. Ele foi um dos fundadores do Estúdio Abril ao lado do Chico Albuquerque.

Entretempos - Muitos dos fotógrafos da mostra são nomes conhecidos, que têm carreiras consolidadas na publicidade mas também têm trabalhos autorais. É possível perceber a influência do estilo pessoal desses artistas nas peças encomendadas?

Rubens Fernandes Jr - Tem pouca coisa autoral nesses trabalhos publicitários. A grande maioria parte de um layout ou de uma ideia específica. Mas, de qualquer forma, eu considero a fotografia publicitária um lugar onde se experimentou muito. O cinema publicitário é o lugar da experimentação. Você testa em 30 segundos algo que pode ser aproveitado em trabalhos autorais. Na fotografia, a mesma coisa.

Entretempos - Qual seria um exemplo desse processo?

Rubens Fernandes Jr - Foram testados muitos filmes e efeitos que depois foram absorvidos pelos fotógrafos em seus trabalhos autorais. O Klaus Mitteldorf é um exemplo claro. A cor é uma característica do trabalho dele e, quando o Klaus começa a reverter filmes, começa fazendo isso na publicidade. Hoje essa é a marca da obra dele. O Bob Wolfenson, que fez uma imagem para o shopping Eldorado com referência direta à foto do beijo do [Robert] Doisneau, usa muito a experiência publicitária no seu trabalho autoral, e vice-versa. A publicidade exige, tecnicamente, um nível que, sem a prática neste campo, talvez o fotógrafo não alcançasse essa excelência.

Entretempos - O que te surpreendeu na pesquisa? O que surpreende o visitante da mostra?

Rubens Fernandes Jr - Na minha cabeça, a exposição funciona como uma espécie de memorabilia. Eu tenho 65 anos, então essas imagens puxam as músicas, as campanhas de TV, principalmente a partir dos anos 1970. É um mergulho na memória. Para quem tem mais de 40 anos, a mostra será um revival total. Para quem é jovem, será uma surpresa perceber quais artifícios os fotógrafos usaram nos anos 1950, 1960 e 1970 para produzir uma imagem tecnicamente elaborada. O Sergio Jorge, por exemplo, tem a foto de um carro que fazia referência à passagem do cometa Halley. Ele vai ao planetário, que simula o cometa para o fotógrafo. Daí ele faz a fusão da imagem e da foto do automóvel. Há uma intuição e uma criatividade próprias do brasileiro. A exposição vai colocar o jovem diante da questão técnica e, depois, ao percorrer a exibição, ele vai se deparar com o design dos telefones, com a calça jeans… A US Top tem uma campanha linda: “Liberdade é uma calça jeans desbotada”. Em plena ditadura você está discutindo a liberdade e, naquele momento, era isso o que você poderia dizer sobre o tema. A exposição consagra várias atitudes geracionais.

O mundo globalizado trouxe essa pasteurização, essa uniformização nas imagens. O discurso passa a ser mais global do que local. A sua imagem pode vazar para qualquer lugar, então isso foi mudando. A publicidade também se globalizou do ponto de vista da produção. Quando você faz o anúncio de um carro, a campanha passa por São Paulo, Nova York, Londres… Então você perdeu um pouco daquela coisa mais regional para ganhar um tom mais global.

FOTOGRAFIA PUBLICITÁRIA BRASILEIRA
ONDE: Casa da Imagem, R. Roberto Simonsen, 136-B, tel. 11-3241 1081
QUANDO: De ter. a dom, das 9h às 17h; até 2/4
QUANTO: Grátis